Tenho ficado espantado como os crentes de hoje não sabem pensar fora da caixa. Qualquer pensamento que ponha em xeque sua crença eclesiástica eles não suportam e reagem mal.
Muitos desses crentes valorizam suas crenças mesmo que elas não tenham qualquer respaldo nos evangelhos sendo apenas tradições de suas igrejas.
São pessoas que tem uma doença instalada na mente que os faz reagir a qualquer questionamento das suas práticas religiosas ou mesmo aos seus paradigmas não confirmados pelo evangelho. Por exemplo, para muitos desses é mais importante respeitar os “ungidos” que falam abobrinhas do que denunciá-los.
Jesus não se submeteu ao judaísmo ainda que fosse a religião do chamado povo de Deus que tinha Deus como único Deus. Ele não tinha qualquer compromisso com as tradições da religião instituída.
Jesus não se importou em deixar os religiosos com raiva. Eles davam importância ao mero cumprimento do que estava prescrito na tradição dos antigos em detrimento da lei de Deus.
Jesus denuncia a inutilidade das tradições (lavar as mãos), a inutilidade dos rituais e das tradições religiosas e chama aos que valorizam tais tradições acima da lei de Deus de hipócritas cujas características são:
Honrar de lábios tendo o coração longe (v.6)
Adoração em vão – valoriza as regras humanas (suas palavras são espírito e vida) (v.7)
Os religiosos valorizavam as tradições sem, contudo valorizar os mandamentos de Deus (v.8)
- Honrar pai e mãe foi substituído por ofertar.
- Usos e costumes substituem o amor ao próximo.
- Honrar pai e mãe foi substituído “por quem não aborrecer pai e mãe não é digno de Deus”.
- Dízimo por gratidão foi substituído “por servir de qualquer outra forma e ainda torna alguns proprietários da igreja”.
- Perdoar foi substituído pelo sentir – se eu não sinto então não faço/ perdôo.
- Ter a palavra na mente e no coração foi substituído por ter o livro nas mãos.
Para Jesus o que está fora e entra no homem não o torna impuro.
O problema é o que já está dentro, aquilo que faz parte da sua natureza.
Nós estamos mais preocupados com “o não fazer isso e aquilo” que em limpar o coração dos maus pensamentos, das imoralidades, dos roubos, dos homicídios, dos adultérios que estão na mente.
Há o perigo de formarmos as nossas próprias tradições em função de considerarmos o mandamento do evangelho maior do que podemos suportar.
De fato, o evangelho é maior do que podemos conseguir pelo nosso esforço, é por isso que precisamos da graça de Deus.
A exigência de Jesus é maior do que simplesmente se conformar em cumprir regras.
Jesus quer coração que adora de verdade.
Eles se apegavam aos mandamentos dos homens porque são mais fáceis e são apenas humanos, ou seja, exige somente esforço humano.
O que Jesus exige de nós, requer que Ele mesmo entre no processo, porque sem Ele nada podemos fazer. Não dá pra ser discípulo de Jesus através de uma vida religiosa.
O evangelho é o evangelho de verdade, se nele vermos Jesus, assim como, Jesus só é o Jesus filho de Deus, se nele for visto o evangelho. Caso, no Jesus pregado não possa ser visto o evangelho este é mais um ídolo inventado sem qualquer valor agregado em si, porque segundo a Bíblia o ídolo não é nada.
