A Bíblia não deixa duvida quanto ao modo como somos salvos. Somos salvos pela fé e isso não vem de vós é dom de Deus – é dádiva de Deus (Ef. 2:8).
É muito claro que o sacrifício de Jesus foi perfeito e completo e não precisa de qualquer acréscimo. Tudo foi feito por Jesus (Heb.10:10; 14).
Porque a vida cristã na sua maioria das vezes é vivida na base do esforço?
Alguns até usam um verso bíblico: o reino de Deus é tomado pelo esforço.
Outros alardeiam a frase “temos que pagar o preço”.
Porque estamos sempre pensando um jeito de recompensar Deus ou mesmo de fazer por merecer o que ele fez por nós?
Abel e Caim refletem bem os dois grupos principais de reações quanto ao que Deus fez por nós.
A oferta de Caim – esforço humano. Sua oferta foi produto do seu trabalho no cultivo da terra.
A oferta de Abel – é produto das mãos de Deus, daquilo que próprio Deus criou.
Abel oferece uma oferta que tipifica graça, pois não há nada de esforço humano.
Caim oferece da sua própria produção, ele afirma o seu trabalho. Caim é o pai da teologia do merecimento.
Se há merecimento não há graça (favor não merecido).
Infelizmente a igreja parece ainda não ter entendido a graça de Deus, pois assim que uma pessoa se converte ela injeta no novo convertido a teologia do merecimento – daqui pra frente você tem fazer por merecer.
Tem que viver de tal forma que consiga provar pra Deus que você merece o que Ele já fez.
Quem pode fazer por merecer o que Jesus fez na cruz?
Não há como merecer o sacrifício de Jesus
Fazer por merecer é trocar a escravidão do pecado pela escravidão do legalismo.
É seguir listas ou uma regulamentação comportamental que o coloque bem na fita com Deus.
Fazer por merecer pra uns é insuportável a ponto de abandonar porque é insuportável continuar. Outros nunca têm certeza e precisam sempre de alguém afirmando que ele é santo.
Fazer por merecer gera desconfiança do amor de Deus.
A verdade (teologia da Graça)
1. Não estamos mais sob a lei do mérito, estamos sem mérito algum sob a Graça de Deus (Rm.3:28)
Não estamos convidados a fazer por não merecer, pois todo homem é justificado pela fé.
Não há uma relação de troca, porque Deus é quem nos justifica.
2. Salvação não é salário (Rm 4:1-4)
O salário existe em uma relação de troca, mas quem não trabalha para ser justificado, mas confia em Deus sua fé é creditada como justiça – foi o que aconteceu com Abraão.
3. Depois de reconciliados com Deus a vida de Jesus nos salva (Rm. 5:10)
Fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Jesus quando éramos inimigos. Agora reconciliados seremos salvos por sua vida.
Quanto mais da vida de Jesus em mim mais salvos vou sendo.
Tem gente reconciliada, porém, perdida com a vida sujeita às exigências do sistema, da religião, dos prazeres, do dinheiro, da fama.
Outros não entendendo a graça de Deus vivem suas paixões e perversões.
Não podemos por medo de ser mal entendidos deixar de falar a verdade. Por conta do entender errado, não podemos deixar de pregar a graça de Deus.
Santidade não é mérito, mas é crescer na graça de Jesus. É ter compromisso com o que creu. Você sabe? Faça!
Quanto mais alguém tem compromisso com o que já creu mais santo é.
Se não é para fazer por merecer o que é para fazer?
Deus nos amou quando éramos ainda pecadores (Rm 5:8)
Minha ação não é de mérito, mas é e gratidão.
Quando reconheço a graça de Deus em mim mais cheio de gratidão fico e mais da vida de Jesus quero desenvolver.
Toda minha ação é motivada pelo amor de Cristo que nos constrange.
Quem experimentou o amor de Cristo fica sem ter outra resposta a não ser amá-lo e servi-lo.
Quem experimentou a graça de Deus sabe que onde está Jesus não cabe mais nada.
