Inicialmente, o texto em questão trata da
relação de Maria Madalena com o Jesus morto e só depois com o Jesus vivo. Há
uma grande diferença entre nos relacionarmos com o Jesus vivo e o Jesus morto.
Muitos, assim como Maria Madalena, vivem chorando à procura de um Jesus morto. O Jesus morto nunca viveu, porque já nasceu
morto; o Jesus vivo foi morto, mas reviveu porque venceu a morte quando
ressuscitou “Pois para isto Cristo
morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos (Ro.14:9).
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Quem é o Jesus morto?
O Jesus morto é aquele que nós mesmos enterramos e que
facilmente é roubado de nós, como se fosse um objeto. É aquele que só carregamos o Nome, mas não experimentamos a vida Dele em nós. É o Jesus apenas histórico, cuja vida é
contada e admirada por muitos. É o Jesus estudado e conhecido pelo intelecto e pela razão, mas não pelo coração (Is.29:13).
É aquele que mesmo depois de ressuscitado, continua crucificado dentro de nós; e
continua sendo procurado entre os mortos (Lc.24:5).
É aquele que tem a roupagem e forma feitas por mãos humanas (Jo.20:5-7).
Maria Madalena perdeu Jesus de vista quando se preocupou muito mais com o corpo mortificado de Jesus do que com as palavras proferidas por Ele antes de ser crucificado.
Quando perdemos Jesus de vista?
Ø Quando continuamos incrédulos diante do que diz a
Palavra de Deus sobre Jesus (Jo.20:9).
Aí acontece um eclipse entre nós e Deus e o perdemos de vista. A nossa vontade tapa a nossa visão, porque fica entre nós e Deus.
Ø Quando permanecemos buscando Jesus onde Ele não está, em coisas ou lugares com medidas definidas, limitadas (Jo.20:10,11/ At.17:24,29).
Ø Quando esquecemos que o Jesus vivo não é levado por ninguém, mas Ele é quem leva aqueles que têm confiança plena Nele (Jo.20:13/Jó 13:15). O Jesus morto fica fora do nosso alcance, já o Jesus vivo está sempre ao nosso alcance porque está conosco todos os dias.
Ø Quando perdemos a percepção e sensibilidade do
sagrado, da presença de Deus (Jo.20:12-15).
Neste caso o Deus onipresente está ausente dentro de nós, porque colocamos o
foco nas circunstâncias e não em Jesus. (Ex. Pedro andando sobre as águas).
Ø Quando tratamos Jesus como se fosse uma propriedade nossa, particular. “... se tu o levaste,
dize-me onde o puseste, e eu o irei buscar” (Jo.20:15b).
Quem é o Jesus vivo?
É aquele que se importa com gente, com a vida e os sofrimentos das pessoas (Jo.20:15a).
Que se revela a nós no instante que nos chama pelo nome, porque reconhecemos a sua voz (Jo.20:16/ Jo.10:3). É
aquele que nos ensina a ter uma vida e um caminho de volta para o Pai (Jo.20:17a). Que nos faz pertencer à mesma família, a família de Deus (Jo.20:17b/
Jo.1:12). Que permanece conosco e em nós, eternamente, por meio do Espírito Santo (Jo.20:22). Que produz em nós a verdadeira paz (Jo.20:19-21/Jo.14:27).
Fazer os homens perderem Jesus de vista é o grande propósito de Satanás, e a arma que ele usa é a falta de entendimento, que leva à incredulidade (II Co.4:3-6).
A fé é a única possibilidade de não perdermos Jesus de vista: “Se creres verás...” (Jo.11:40).
Não devemos tirar, jamais, a nossa vista de Jesus (Hb.12:1,2).