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Mensagens: O que é pecado (Mt. 15:1-20) - Pr. Nehemias Bandeira
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O homem vive a se debater com essa questão, em especial aqueles que tem alguma inclinação religiosa. Entendem que prestam um serviço a Deus, classificando e denunciando qualquer possível deslize da humanidade. Colocam-se na posição de policiais e investigadores do reino, cargos nunca previstos por Deus, que só demandou de nós sermos testemunhas e não dos erros alheios (vi fulano em tal lugar fazendo tal coisa), mas da vida e do poder de Deus em nós mesmos. Os discípulos eram constantemente acusados (e Jesus era acusado por tabela!) de falhas pelos religiosos, porque faziam ou deixavam de fazer o que esperavam deles. E ainda hoje a igreja continua a errar o alvo focando suas ações em coisas inúteis, mas vestindo-as de  coisas de maior importância (pode beber, ouvir, ter relações sexuais de tal e tal maneira,...), provocando um terrível efeito de iludir e enganar o povo, enquanto o entretêm em um jogo perigoso que confunde e faz perecer a muitos. Sobre esta questão que tanto aflige as pessoas Jesus tem o seguinte a dizer.

OUÇA AQUI ESTA MENSAGEM


1 – AS TRADIÇÕES HUMANAS, FREQUENTEMENTE, NÃO REFLETEM NEM REPRESENTAM O MANDAMENTO DE DEUS. Valores hoje consagrados no meio evangélico, de maneira semelhante aos valores do judaísmo nos tempos de Jesus, nada mais são, do que pesos que oprimem as pessoas e dificultam a entrada delas no reino. Arbitrariedades humanas, legalismo vazio, muitas vezes sequer praticados ou levados à sério por quem os instituiu, mas que ganham, com o repetir delas ao longo dos anos, o peso de verdades absolutas e de vontade de Deus. O processo do judaísmo de ampliar os valores divinos, fragmentando-os em centenas de regrinhas que só servem para por rédeas no povo e instrumento de controle aos líderes religiosos. A respeito da fixação dos judeus (e hoje dos cristãos) ao lei, podemos destacar duas afirmações de Jesus: 1 – (Mt.11:13) “todos os profetas e a lei profetizaram até João”. Demarcando uma clara mudança, onde a velha aliança é substituída pela nova “Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar”. (Hb.8:13); 2 – (Mt.22:34-40) “amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. A única coisa que sobrevive da lei é o princípio norteador do amor, que estabelece a “lei da liberdade” como nos ensina Tiago (Tg.1:25). Tudo que não é manifestação do amor, é tradição humana que “invalida a palavra de Deus” (vs. 6).

2 – QUEM ESTÁ PRESO AO LEGALISMO NÃO ALCANÇA A DEUS: “Em vão me adora” (vs.9), porque a doutrina, ou conjunto sistematizado de conhecimento, não reflete a graça de Deus, mas somente valores humanos, comumente distorcidos e opressores. Veja o caso relatado por Jesus: deixar de ajudar os pais, porque tinham determinado que aquele dinheiro era para ser dado de oferta  (vs.5). Parece um gesto nobre, estou cumprindo a lei, contudo era apenas um “verniz de decência”, uma aparência de piedade que escondia intenções maldosas, e tudo isso se tornava tão somente um culto a si mesmo (Cl.2:23) e não a deus, pois aponta para falta de amor e honra aos pais, por isso contra a vontade de Deus, produzindo um gesto vazio de significado. Quanto mais exemplos como esses poderíamos dar!! Colocar o Reino de Deus em primeiro lugar não tem relação com suprir as expectativas da tradição humana legalista e opressora, mas aproveitar cada oportunidade para expressar amor, de outra maneira se estará fazendo sacrifício em vão.

3 – O QUE É PECADO? “Não é o entra pela boca”, comer ou beber isso ou aquilo. Como Jesus explica, a digestão irá se encarregar de expelir o que não é útil ou saudável, o problema é o que está dentro. Somos completamente fixados nos gestos exteriores e com base neles pontuamos quem é mais ou quem é menos santo. Mesmo com todas as advertências das escrituras de que o exterior nada é e sim o que é interior e está no coração, continuamos a ignorar isso. Jesus então fala explicitamente que o pecado é o que está no interior, escondido e acalentado pelos homens: “maus desígnios, homicídios, adultério, prostituição, furtos, falso testemunho, blasfêmias” (vs.18 e 19). São estes desejos interiores que sujam a alma, adoecem o corpo, corroem o espírito e destroem a existência humana. E tudo isso pode ser vivido intensa e terrivelmente, sob uma capa de “santidade” e  comportamento ritualmente correto. Um exterior limpo não é, necessariamente, reflexo de um interior correto. O que somos interiormente é que é o pecado e nenhuma lei ou ritual pode livrar nós mesmos de quem somos, só o sacrifício de Jesus, morrendo em nosso lugar e pagando nossos erros é a possibilidade de nos livrarmos deste interior corrupto e termos uma vida em paz.

Postado em Segunda, fevereiro 22 @ 18:53:54 BRT por Wesley
 
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