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Mensagens: O pecado que Jesus combateu (Mt. 25:31-46) - Pr. Glaber
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Uma das grandes armas do inimigo do povo de Deus é manter este povo em desequilíbrio em relação ao ensino da Palavra. Satanás trabalha na mente do cristão de tal forma a distraí-lo com coisas que aparentemente parecem serem a prioridade. O diabo tentou fazer isso com Jesus, quando o tentou no deserto.

Hoje, o tema predileto do diabo, para distrair os cristãos é: O combate ao pecado do outro. Dá-se ênfase exacerbada ao combate das práticas pecaminosas e nos omitimos de fazer o deve ser feito. Pecamos pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. O pecado da omissão é deixar de fazer o que tem que ser feito pelo e para o outro (Mt.23:23/ Ez.34:4).

OUÇA AQUI ESTA MENSAGEM


Tornamo-nos “expert” e ligeiros em denunciar os pecados intitulados “da carne” (promiscuidade, adultério, etc), e “pecados espirituais” (idolatria e incredulidade).

No entanto para João Batista e para Jesus as nossas faltas mais graves são justamente aquelas mais difíceis de enxergarmos, que não promove as distrações da carne ou da religião. São aquelas que dizem respeito ao que devemos fazer para com o próximo e não fazemos, pelo contrário, nos omitimos.

Comentário sobre o texto de Mt.25:31-46:

Trata-se do dia final onde todos estarão diante do filho do homem (Foi um entre nós e fez o que tinha que fazer para com o próximo). O parâmetro que definiu quem possuiria o reino foi: O que foi feito pelo ou para o outro. O parâmetro que definiu quem iria para o fogo eterno foi: O que não foi feito pelo ou para o outro. O deixar de fazer para o outro o que deve ser feito é que estava em evidência para o Filho do homem (v.45), e não os pecados convencionais que os cristãos mais combatem. Não houve nenhuma palavra de condenação para os idólatras, adúlteros, ladrões, ou até mesmo incrédulos. Os condenados não são os que fizeram o que não era permitido, mas os que deixaram de fazer o bem ao próximo.  A verdade é que o que combatemos como pecado, é fruto de algo muito maior: Indiferença para com o próximo “Sempre que deixaste de fazer”.

 A parábola do bom samaritano em Lc.10:25-37. Em todos os evangelhos o pecado a ser abandonado está invariavelmente ligado ao tipo de relação que temos com o outro. Pela lei o levita e o sacerdote não cometeram pecado algum por não se aproximar do homem ferido, porque a lei exigia pureza ritual para participar do culto no templo. No entanto Jesus ensinou que o pecado foi por omissão, ou seja, pelo que deixaram de fazer. Outros exemplos de Jesus: O irmão do filho pródigo; Zaqueu deu metade dos bens aos pobres; Jovem rico; A mulher pega em adultério; etc.

Os dois grandes mandamentos evidenciados por Jesus dizem respeito às relações nossa com Deus e com o próximo. Todo proceder se origina a partir disso: Amar a Deus e ao próximo. Qualquer pecado se origina da quebra destes dois mandamentos. Nossa indiferença para com o próximo que vemos, caracteriza nossa falta de amor a Deus a quem não vemos (Jo.4:20).

A palavra de Pedro depois de Pentecoste foi: “Salvai-vos desta geração perversa”. Esta salvação não era de ter que rejeitar ou se afastar das pessoas, e sim de não agir da mesma forma egoísta, individualista e indiferente para com o próximo. A salvação dos primeiros cristãos foi evidenciada pelo que eles faziam uns pelos outros, por isso eles se tornaram fortes e receberam por herança o reino de Deus.
Postado em Terça, março 02 @ 00:47:22 BRT por Wesley
 
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